Debates e sabatinas: se expor e lidar com a pressão é dever de um chefe de Estado

Essa tem tudo pra ser a eleição com mais informações (e desinformações), de todos os tempos, sobre política. A popularização da internet e das redes sociais (como o Whatsapp, que caiu no gosto dos brasileiros) e a dramática situação política e econômica que o país atravessa, redobrou as atenções da população com a política e, mesmo longe do pleito, já mobiliza um crescente números de pessoas.
Quando se fala em Whatsapp e redes sociais, uma das primeiras objeções é na quantidade imensa e incontrolável de notícias falsas e distorcidas que circulam em memes e recortes descontextualizados de vídeo. Entretanto, apenas reclamar disso é tão útil quanto um marinheiro reclamar do mar. É preciso ter uma postura ativa, desconfiar e pesquisar.

Não somos mais reféns da televisão

Na história recente do Brasil, o monopólio de informação de pouquíssimos canais abertos de televisão confinou o debate político eleitoral e ajudou a selar alguns de seus destinos, como o debate editado de 1989 ou, como sempre denuncia Ciro Gomes, a ausência de debates em 1998, que privou a população de conhecer outras propostas e visões e ser alertada sobre o grave problema econômico que ocorreria no ano seguinte.
Dessa forma, focando em seus aspectos positivos é notório como o acesso a internet é benéfico para o exercício democrático no Brasil. Ainda que pese, sem dúvidas, o monopólio midiático, tem sido possível marcar os campos de debate, criar correntes de opinião e sair do ambiente da fofoca para discutir os problemas do país.

Conheça seu pré-candidato

Os debates e sabatinas pré-eleitorais, prática comum na política brasileira, estão mais frequentes e são fundamentais no reduzidíssimo tempo de campanha, que passou de 90 para 45 dias e em um mês e meio não seria possível se aprofundar nas ideias e projetos de governo dos candidatos. A inovação está grande repercussão, devido a facilidade de acesso virtual, que estão alcançando.

É fundamental que o eleitor cobre as participações de todos os pré-candidatos, para que possam não apenas esclarecer suas ideias, mas para que eles possam ser expor e demonstrar como lidam com o debate democrático e com o contraditório, por mais que considerem esse ou aquele ambiente/órgão de imprensa hostil ao seu posicionamento político. Ou mesmo por essa razão, já que esse é o dia-a-dia de um chefe de Estado é lidar com os anseios da população, com a vigilância da imprensa e com as duras conversas de política externa.

Ser exposto e lidar com a pressão é dever de quem almeja ocupar o cargo mais alto da nação e direito dos eleitores, que podem aproveitar o incrível benefício que o mundo virtual pode trazer para a política.

 

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