Ciro Gomes e os três passos do Plano Emergencial de Empregos

Entre as maiores emergências populares no país atualmente está a falta de empregos. São mais 13 milhões de desempregados e mais de 32 milhões de trabalhadores vivendo na informalidade e de bicos, o que representa, em muitos casos, situação de miséria e humilhação para muitas famílias brasileiras.

Além do truísmo de “é preciso gerar empregos”, Ciro Gomes lançou em seu programa um planejamento para a geração de cerca de 2 milhões de empregos no prazo de 12 meses de governo. Como também não basta ter boas metas, mas é preciso indicar suas condições e fontes de financiamento, as providências previstas por Ciro têm também essas estimativas.

São três medidas do Plano Emergencial de Empregos:

1) Reativar milhares de obras paradas no Brasil inteiro: são 7.500 obras paradas, seja grandes empreendimentos, como a ferrovia Norte-Sul e Linha 6 do metrô de São Paulo, ou outras centenas de obras de pequeno e médio porte, como escolas e postos de saúde. Em alguns casos, elas estão são pendências burocráticas e judiciais, mas na grande maioria é apenas contratar o pessoal. Para tanto, como aponta Ciro, é preciso saber onde buscar os recursos, como, por exemplo, em bancos de investimento que financiam infraestrutura (BID, BNDS, Banco Mundial).

2) Iniciar um grande programa de saneamento básico: outra rápida fonte de geração de empregos é o investimento em saneamento básico. Para investir especificamente em saneamento há dinheiro disponível em agências internacionais voltadas para este fim e linhas de crédito na Caixa Econômica Federal, onde sobram dos recursos que só podem ser encaminhados para saneamento por falta de projetos adequados.

3) Retomar a construção do Minha Casa Minha Vida: atualmente são 40 mil imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida paradas pelo país. Com a reativação delas, serão mais 30 mil empregos diretos.

O ramo de infraestrutura é fundamental, pois impacta a empregabilidade popular aos milhares, já que a massa desses postos de trabalho não exige muita qualificação formal e específica. Como se sabe, a geração de empregos tem um impacto imediato sobre a economia, pois restaura a capacidade de consumo das famílias, movimentando o setores de comércio, serviços e a produção industrial.

 

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