Ciro Gomes sobre forças armadas: poderosas e modernas para a defesa, sem falar em política

Em sabatina promovida pelo jornal O Globo, pelo Valor Econômico e pela revista Época, Ciro Gomes comentou em diversas vezes sobre o papel das forças armadas, sobre a candidatura de Jair Bolsonaro tendo o general Mourão como vice e sobre a conduta política desses candidatos adversários.

Ao responder como será sua relação com os militares no governo, Ciro afirmou:

Como está escrito na Constituição, eu assumiria como presidente da República o comando em chefe das forças armadas. E eu as quero poderosas, eu as quero modernas, prontas a defender a soberania nacional, o território, a integridade. Não quero eles envolvidos nesse negócio de enfrentamento ao narcotráfico, isso é conversa de americano pra destruir as forças armadas de países periféricos como fizeram com o México. Eu os quero altivos, bem remunerados, decentes, respeitados na sociedade brasileira, mas no meu governo militar não fala em política.

Ciro repudiou fortemente a atuação e visão política do general Mourão, candidato à vice-presidência na chapa com Jair Bolsonaro. Nas palavras de Ciro: “Ele agora se considera um tutor da nação e disse que pode dar um autogolpe – disse a vocês! – e os brasileiros, qualquer que seja o risco, nós temos que deixar muito claro que quem manda aqui é o nosso povo.”

A crítica de Ciro se dirige à conduta política de Mourão e sua visão errônea sobre a função do exército na democracia.

“Esse general Mourão isso é um jumento de carga, acha que tem esse poder. Como é que ele disse pra imprensa estrangeira ‘nós é que somos treinados na violência’? Quer vir coma  violência? Vem, general! […] Ele disse ‘nós é que somos os profissionais da violência’, olha pra quem nós estamos ameaçando entregar o nosso país. Exército não é profissional da violência, não. Exército é profissional da Defesa. O exército brasileiro de [Duque de] Caxias deve estar morrendo de vergonha, seu jumento de carga.”

Essa crítica, no entanto, está separada de seu entendimento sobre o papel das forças armadas. Sobre elas, Ciro ainda acrescentou que “não existirá um projeto como o que eu defendo sem forças armadas fortes, poderosas, respeitadas. Mas esse negócio de tutela, de sargentão dizendo a povo como se comportar, vai pra lá, vai pra cá, comigo não acontecerá”.
 

 
 

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