Ciro Gomes avisou: postura de Sérgio Moro pode beneficiar réus culpados

No domingo, 09/06/2019, o jornal The Interceipt publicou o que seriam vazamentos comprometedores de conversas tidas entre o ex-juiz e agora Ministro da Justiça Sérgio Moro e membros da força-tarefa da Operação Lava Jato, como o procurador Deltan Dallagnol.

O episódio ganhou a alcunha de “VazaJato” e está balançando o Brasil perante um novo desenrolar dentro de uma situação caótica e crítica que o país já atravessa há anos.

A nota de Ciro Gomes sobre Sérgio Moro e a #VazaJato

Em suas redes sociais, Ciro Gomes se manifestou sobre o caso e cobrou dos poderes e das instituições a severidade que um escândalo de tais proporções exige, lembrando que o comportamento de Sérgio Moro poderia beneficiar réus realmente criminosos, como Eduardo Cunha e Geddel Vieira.

Durante todo o desenrolar da operação Lava Jato sempre expus o que pensava de forma muito clara: o excesso de aplausos, as gravatinhas borboletas e, até, condenações sem provas objetivas, cobrariam seu preço.

Também sempre deixei claro que o Brasil carecia de investigações e punições aos grandes saqueadores da nação. E alertei mais de uma vez: os erros, os desmandos, gerariam de um lado injustiças e, de outro, nulidades que garantiriam liberdade a culpados.

Fui ainda mais específico, quando disse que cada um deveria voltar para sua “caixinha” para preservar as instituições brasileiras e restaurar o poder político.

Por toda essa minha leitura, fui atacado por todos os lados, mas nunca deixei de me posicionar e defender o que penso, justamente por saber que um dia a história comprovaria o que vinha dizendo.

Muitos vídeos meus estão sendo compartilhados nas redes mostrando isso.

O que estamos vendo hoje é exatamente o que eu alertava. Isso não é ter bola de cristal, é conhecer a história brasileira. Se lembram da Satiagraha?

Antes que as paixões contra ou a favor do ex-presidente Lula – o mais notável atingido pela Lava Jato – venham aqui defender cegamente seus interesses, lembrem-se de Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Palocci… todos esses poderão se beneficiar com o que está acontecendo.

Por essa razão, espero que as instituições brasileiras funcionem: Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, STF e Congresso Nacional, devem se debruçar sobre o assunto, investigar e passar o Brasil a limpo.

– CIRO GOMES (10/06/2019)

2016 – 2018: Ciro Gomes, as “caixinhas” e Sérgio Moro

Nos últimos anos, Ciro já criticava a postura exibicionista de representantes do poder Judiciário perante a imprensa e a sociedade.

Severamente criticado por afirmar que os poderes deveriam voltar para suas “caixinhas”, a coletânea de vídeos abaixo, publicada nas redes sociais do pedetista, hoje servem como evidência histórica das necessárias preocupações nutridas por Ciro desde então.

Deixe uma resposta

16 − 1 =