SEMANA COM CIRO: Explosão de pesquisas eleitorais e a falsa esquerda

Texto: Venisse Schossler

O grande número e frequência de pesquisas eleitorais que ganham as manchetes deixa claro a curiosidade humana. Até mesmo pesquisas eleitorais feitas individualmente dão visibilidade a perfis pífios. Mas o mais impressionante é a quantidade de pesquisas feitas elencando candidatos que nem sequer confirmam o ser. Parece que alguém precisa testar candidatos a direita. Rápido, urgente.

Todo mundo sabe quem banca a maior parte dos veículos de comunicação desse país: banqueiros.

Os autos percentuais de Lula (Partido dos Trabalhadores – PT) nas pesquisas beneficiam a essa classe. A nata da burguesia sabe que os princípios do PT são alinhados a seus interesses, ainda que muita gente acredite que esse seja um partido de esquerda. Pois, os bancos não tiveram tanto lucro quanto nos anos de governo petista. Afinal, o que se tornou a esquerda em nosso país?

Falta mais de um ano para a eleição e as perguntas que incomodam a massa crítica são: como pode a intenção de voto variar tanto de uma pesquisa para outra? Se o método é tão assertivo, por que os valores não são praticamente iguais? Quem ganha com tantas pesquisas? Como as pesquisas, frequentemente, erram o resultado final?

A gente não quer só PESQUISA, a gente quer PND

Essa semana ocorreu uma cascata de pesquisas, de institutos variados, dos mais conceituados aos mais inexpressivos. Com dados muito diferentes, elas sempre colocam diferenças matematicamente impossíveis de ocorrer. E são impossíveis porque sabemos que algumas questões de 2018 seguem, enquanto outras desmoronaram. Ainda que existam artigos que afirmam que pesquisas de intenção de voto não influenciam a população, é difícil não acreditar nisso em um país que elegeu Bolsonaro. Conforme ele aparecia bem nas pesquisas, mais pessoas decidiam que só ele venceria a sombra da dita “esquerda petista”.

E Ciro Gomes nas pesquisas de 2017?

Ciro sempre aparecia com um valor bem menor do que teve ao final do primeiro turno de 2018. Muito menor que os difamados, mas impressionantes, 12% da população brasileira que votou. E agora que seus valores são muito maiores do que foram nas pesquisas passadas, poderia isso surpreender? A quem interessa minimizar a candidatura de Ciro Gomes (Partido Democrático Trabalhista – PDT)?

Sabemos que o baronato financeiro e as oligarquias nacionais não estão interessadas em alguém idôneo e com projeto. Eles ganham em cima da desestruturação de nosso país. O Brasil voltar a ser um engenho, formado por capitânias hereditárias, beneficia banqueiros e oligarcas. Pois o dinheiro vai para o mesmo lugar. Ambos se retroalimentam.

De acordo com o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, em entrevista ao UOL as pesquisas ganham outra importância quando apropriadas como discurso pelas campanhas, bem como traz junto o efeito “Maria Vai com as Outras”. Raquel Meneguello, professora de ciência política da UNICAMP destaca que esse efeito faz as pessoas agirem em clima esportivo, competitivo. Instigam ao voto em quem for se “sagrar” campeão.
Porém, eleição não pode ser percebida dessa forma! E a pandemia mostrou que a má escolha pode destruir um país. Matar pessoas.

As pesquisas estabelecem a guerra entre o voto útil e o voto em quem tem mais chances de ganhar. Um problema recorrente em nosso país. Na pesquisa Datafolha dessa semana – porque toda semana tem pesquisa – Ciro está em terceiro lugar. Porém a má intenção com a divulgação dos resultados fica explicita em manchetes do tipo “Pesquisa traz cenário de anemia eleitoral da terceira via para 2022”. Essas manchetes não explicam que 2% para Ciro foi o resultado somente para voto espontâneo, contra 9% no induzido, um valor em crescimento. Percebem o problema?

Não existe polarização se o assunto é PROJETO

Em termos de projeto de crescimento, Lula e Bolsonaro estão do mesmo lado da corrente. Qualquer pessoa que analise a atuação econômica do PT e de Bolsonaro (sem partido) vai encontrar o mesmo tripé macroeconômico. E se a mesma pessoa ler o Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND) irá, sim, encontrar políticas de crescimento econômico e de distribuição de renda.

A pré-candidatura à presidência de Ciro Gomes (PDT) tem elencado o posicionamento de Ciro ao lado da nação, com seu projeto progressista e nacionalista. De forma linear, os vídeos semanais, que são lançados sempre na segunda de manhã, trazem a discussão dos posicionamentos de Ciro em relação a diversos assuntos. Na segunda passada (05), o vídeo intitulado Esquerda ou Direita, leva Ciro ao Monte Santo (BA) novamente. Todo roteiro induz ao esclarecimento de seu posicionamento político real.

Inicialmente, percebe-se o propósito da narrativa: diluir a imagem que o povo brasileiro ficou da “dita” esquerda marcada pelo fracasso do PT. Ciro quer se descolar do rótulo de “esquerda” que o PT escreveu. Um rótulo que deixou gosto de traição em boa parte do povo, que acreditou que seu alto poder de consumo era definitivo. O engano da classe média que conduziu Bolsonaro ao poder.

Essas pessoas não entendem mais o que é ser esquerda ou direita e Ciro, como sempre, acredita na inteligência das pessoas ao tentar explicar a diferença entre a esquerda/direita reais e aquelas criadas pelo marketing populista de Lula. É só lembrar que tivemos 14 anos de um dito governo de esquerda que usa de políticas econômicas neoliberais. A nação se sente traída com razão.

Ainda que as Fake News e páginas de esquerda/direita tentem empurrar Ciro para os dois polos, Ciro não se enquadra em nenhum deles. Felizmente, não temos dinheiro desviado para compra de pesquisas nem blogueiros, mas temos nossa Turma Boa e o próprio Ciro, lutando por nós e pelo PND, que é da real centro esquerda, aquela preocupada com os inocentes e desprotegidos.

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