SEMANA COM CIRO – Da Favela de Canudos à Favela Carioca

O Barão de Montesquieu (1689 – 1755), defensor da separação dos poderes, uma vez afirmou:

“A deterioração de um governo quase sempre começa pela decadência de seus princípios. ”

E, se pararmos para pensar, os princípios de nossa democracia são impiedosamente ameaçados ao longo de nossa história republicana. Porém, não há como discordar que o maior inimigo que o Brasil República já enfrentou é o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido).

Nunca, em nossa história, as ameaças aos demais poderes foi tão explícita, tão grosseira. Para o pré-candidato à presidência em 2022 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), Ciro Gomes, Bolsonaro e suas fake news são o estandarte da deterioração e destruição de nossa nação, citada por Montesquieu (10). Não existe princípio onde existe mentira.

Mas antes de seguirmos no dia de hoje, voltemos de onde paramos.

Da Favela de Canudos à Favela Carioca
E chegou o dia em que a série “Canudos não se rendeu” chegou ao seu quarto e último episódio (6). A história final contou As Origens das Favelas (playlist da série), a partir da expressão FAVELA, que nasceu em Canudos. Favela é uma planta do sertão, que não nasce em regiões litorâneas, ao contrário das favelas cariocas. Porém, seu ponto em comum não é a geografia, mas seu nascimento. Ambas favelas nascem na injustiça e na miséria.

O Brasil segue com sua trajetória de injustiça social e abandono dos mais pobres. A destruição de Canudos é um exemplo de deterioração de civilidade no ponto de ruptura do Brasil Império. Da mesma forma, as favelas cariocas e áreas periféricas de grandes cidades estão sempre no limiar do estado e da injustiça. Um povo injustiçado se rebela, uma hora ele cansa. A negligência de um governo e a exploração de sua população leva também a derrota psicológica (IBN Khaldum, 1332 – 1406). Esperamos que esse processo leve esse sistema ao fim e traga a justiça social através do Projeto Nacional de Desenvolvimento em 2022.

Estamos sim em um sistema econômico decadente e cíclico, mas o povo há de romper essa corrente.

Que Olimpíadas uq! Queremos é Ciro na Globo!
A internet passou 15 dias anestesiada em função das Olimpíadas do Japão. Madrugadas e manhãs de empenho acompanhando os atletas brasileiros deixaram até a incendiária Turma Boa mais calada. E nosso candidato não ficou atrás, passou ativo parabenizando nossa representantes. Bem na verdade, o mundo deu uma parada e esse hiato guardava uma surpresa no bolso.

Rebeca Andrade

Com o final das Olimpíadas, as redes de televisão voltaram a programação normal, bem como a atividade política nas redes. Na madrugada de sábado para domingo, durante a decisão do vôlei feminino, foi divulgada a volta do programa Conversa com Bial. E, sem deixar bem claro quando seria, anunciou Ciro Gomes como entrevistado. Após especulações se seria no primeiro programa ou não, foi confirmada a entrevista de estreia. E a madrugada seguiria na companhia da Turma Boa.
Todos Com Ciro

Pedro Bial iniciou uma série de entrevistas com pré-candidatos, e quem melhor para voltar do recesso que Ciro? Ao pesquisar “Conversa …” na barra do YouTube, a primeira sugestão é Conversa com Bial Ciro Gomes (figura abaixo)
Pedro Bial Ciro Gomes

Muito já foi dito sobre a entrevista. Mas é preciso dar um destaque ao enfoque mais pessoal nas perguntas de Pedro Bial e a ênfase dada por Ciro as suas críticas as políticas econômicas que não mudam desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Da extrema direita à esquerda nada muda. O povo precisa saber disso. O povo precisa saber da traição de Lula, e Pedro Bial mostrou a prova que precisava, o testemunho de Delfim Neto em seu programa.

Ciro, como usual, acredita na inteligência das pessoas, e deixou claro isso nessa entrevista. Acredita que o povo já notou que é preciso romper o ciclo petista com penduricalhos fascistas de Bolsonaro. A corrupção sempre leva ao declínio, os impostos abusivos que acompanham o opulento estado derrubam o consumo e a produção. Nosso estado chegou nesse limite. Bolsonaro está no limite da democracia. Bolsonaro terminou com o resto dos princípios políticos que haviam restado. Nossa jovem democracia está prestes a romper o ciclo. Nós confiamos.