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Segundo turno entre Ciro e Lula: debate crítico é aposta de pedetista

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Em entrevista ao programa Central das Eleições nesta quarta-feira (27), Ciro Gomes afirmou aos entrevistadores do canal Globo News que gostaria que o Brasil deixasse Bolsonaro já no primeiro turno e, com isso, apostasse em um segundo turno entre si e Lula.

Na visão do ex-ministro, em um segundo turno como esse, o eleitor brasileiro poderia comparar criticamente as propostas que ele próprio tem defendido e as limitações do que Lula pode atualmente oferecer ao Brasil.

Perguntado se pretende conquistar votos entre o eleitorado pela “esquerda” ou pela “direita”, Ciro amplia a questão:  “Será que o critério de esquerda e direita divide mesmo o povo brasileiro? […] Nosso povo se divide basicamente por uma imensa frustração com Bolsonaro e por uma memória afetiva ilusória do que foi o governo Lula“. Entretanto, na visão do ex-governador, seu projeto de governo tem como destinatários  “todos os brasileiros que acharem que essa contradição entre Lula e Bolsonaro está fazendo mal ao Brasil“.

De acordo com Ciro, diante do saldo negativo que o governo Bolsonaro está deixando e da gravidade dos casos de corrupção envolvendo a base do governo, seria razoável que o Brasil se livrasse do atual ocupante do Planalto já no primeiro turno.

Além disso, na visão do trabalhista, embora seja improvável que Lula fique fora do segundo turno, o voto no já ex-presidente está sendo construído de modo acrítico e despolitizado pela campanha petista.

Para sustentar sua aposta de um segundo turno entre si e o candidato do PT, Ciro lembra como o jogo eleitoral se encaminhou em eleições recentes como a da Colômbia, em 2022, vencidas pelo candidato que, ainda durante a campanha eleitoral, era apontado como terceiro colocado pelas pesquisas, até vencer o pleito no segundo turno.

Outro fator favorável à virada mencionada por Ciro está no número de indecisos – muitas vezes silenciado pela imprensa que apoia Bolsonaro ou Lula. Segundo o candidato pedetista, é preciso lembrar que tais pessoas procuram fundamentalmente recusar tanto Lula como Bolsonaro e, muitas vezes, votar para derrotar aquele que mais rejeita dentre esses últimos.

O respeito de um ocupante da presidência da República precisa ser recuperado, afirma Ciro Gomes. Segundo o que tem mostrado, Lula e Bolsonaro terceirizaram o orçamento ao mesmo grupo político e, com isso, desmoralizaram o papel do presidente da República.

Contudo, pelo olhar de Ciro, isso não se resolverá com o tamanho de uma grande coalizão política, mas apenas com um governo que tenha como eixo gravitacional um projeto prático, real, com início, meio e fim, tal como o ex-governador vem se esforçando para oferecer ao Brasil.