Pedro Cardoso sobre Ciro no JN: “pareceu que candidato era Bonner”

Após a entrevista de Ciro Gomes ao Jornal Nacional de ontem, marcada por uma espécie de “protagonismo” da parte dos entrevistadores, o ator Pedro Cardoso emitiu uma opinião em seu perfil pessoal do Instagram sobre o que pensa de Ciro e da entrevista. Confira a íntegra:

Comentário de Pedro Cardoso sobre a entrevista de Ciro Gomes ao Jornal Nacional

Bom dia. Me permitam um comentário: pelo tanto que falou ao entrevistar Ciro Gomes, a mim me pareceu que o candidato era o Willian Boner, e não o entrevistado.

E, concordo com Ciro, toda vez que uma proposta de melhorar a vida dos pobres no Brasil brilha sob o sol, os inimigos da brasilidade se irritam com uma evidência que os denuncia.

A parte isso, meu ceticismo com o atual modo de fazer política no Brasil – talvez, no mundo – se confirma a cada dia. Mas, teremos que votar! É fundamental votar! Em visão desta inevitável tarefa, eu já vinha estudando a candidatura de Ciro Gomes. Sugiro tomar conhecimento das ideias dele! Ciro pode vir a ser a melhor opção em um momento crucial. Ciro ou Marina, na minha opinião. Mas sinto mais firmeza nas proposta de Ciro. No momento, pelo menos.

Continuo sentindo falta de João Amoedo e Vera Lúcia no debate. A ausência deles enfraquece, e muito, a democracia. Principalmente, a de Vera; o PSTU não tem riqueza para se fazer presente! Injustiça que se faz à democracia.

É muito difícil conhecer a verdade. O trabalho do jornalista é fundamental. Ninguém tem como estar presente em todo lugar. Os fatos precisam nos ser reportados. Daí a função básica do jornalismo profissional. No entanto, o comércio da informação, e seus interesses, pode exercer influência danosa sobre o discernimento do jornalista. O compromisso com a tentativa de ser fiel a verdade deve ser anterior, e mais poderoso, do que a dedicação prestada ao comércio da notícia.

Como fazer comércio do que é um direito? A mesma questão se impõe a saúde e a educação. Como vender o que deveria pertencer a pessoa desde o nascimento? Assunto de enorme complexidade e que conviria enfrentarmos, oportunamente.
Deixo a minha opinião: se o jornalista, na função de entrevistar, pretende já saber o que o entrevistado tem a dizer, a entrevista deixa de ser sobre o entrevistado; e passa a ser sobre a opinião do jornalista. Foi o que aconteceu, no meu entendimento, no Jornal Nacional de ontem.

No entanto: Algum candidato dirá apenas a verdade? Em um jogo político onde a linguagem dominante é a PUBLICIDADE, todos, jornalistas incluídos, falsearão o seu relato. Minha opinião.

Confira o texto no Instagram do ator: @pedrocardosoeumesmo

 

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