PDT 40 anos

26 de maio de 1980. Esta data marca a retomada oficial do trabalhismo na vida política brasileira. Há 40 anos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmava o registro do Partido Democrático Trabalhista (PDT). 

Sob a liderança de Leonel Brizola, o PDT nascia então com uma responsabilidade dupla: enfrentar o regime militar e seus apoiadores e retomar o legado da política de modernização e crescimento econômico do Brasil em benefício dos trabalhadores brasileiros, inaugurada por Getúlio Vargas e seguida por João Goulart. 

A criação do PDT se deu pelas mãos de Brizola ao lado de nomes como Darcy Ribeiro, Doutel de Andrade, Francisco Julião, Lysâneas Maciel, Herbert de Souza “Betinho”, Benedito Cerqueira, Luiz Alberto Moniz Bandeira e Eric Nepomuceno, que fizeram parte da lista de 126 personalidades que ainda no exílio assinaram a Carta de Lisboa. O documento foi gestado na reunião batizada de Encontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Exílio, que contou ainda com a participação do líder português Mário Soares, primeiro-ministro por duas vezes.

O manifesto, fruto de uma reunião na capital portuguesa em junho de 1979, é o marco da refundação do trabalhismo brasileiro e norteia até hoje os preceitos do PDT na defesa dos trabalhadores, em prol de um Brasil livre, justo e solidário, sempre apostando na educação do povo, e com um estado de bem-estar social para todos. 

A ideia inicial contida na Carta de Lisboa seria a retomada do PTB, sigla criada por Vargas na década de 1940 e com ideias desenhadas por Alberto Pasqualini como a representação do trabalhismo na política brasileira, porém uma manobra da ditadura militar, que temiam o papel que Brizola e os trabalhistas poderiam desempenhar no país, entregou o nome do antigo partido para outro grupo afinado com o regime.

A Anistia proporciona o retorno dos exilados políticos e a reorganização das forças no Brasil no início da década de 1980 e já na primeira eleição o PDT mostraria sua presença como importante personagem no quadro político. Leonel Brizola é eleito governador do Rio de Janeiro, vencendo uma tentativa de fraude na contagem dos votos, e o partido consegue cadeiras no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

É o PDT de Brizola que carrega a história trabalhista da criação da Consolidação das Leis do Trabalho, dos ministérios da Educação, da Saúde e do Trabalho, de nomes como Rubens Paiva, Alceu Colares, Gustavo Capanema e Almino Afonso, da luta contra o racismo com Abdias do Nascimento, Lélia Gonzalez e Carlos Alberto Caó de Oliveira, da cultura brasileira com Beth Carvalho, da defesa dos povos indígenas com Mário Juruna e a luta por uma educação de qualidade com Darcy Ribeiro.

E 40 anos depois os ideais representados pela mão segurando a rosa que é o símbolo do partido seguem firmes, hoje nas mãos de Carlos Lupi e Ciro Gomes, ladeados pelos filiados e simpatizantes do ideal trabalhista e do Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Para quem quiser conhecer mais sobre a história do trabalhismo, o PDT disponibilizou para download o livro “As origens do trabalhismo brasileiro”. Clique aqui e acesse.

Viva o trabalhismo! Viva Vargas! Viva Brizola! Vida longa ao PDT!