“Formação de quadrilha”, insinua Ciro Gomes sobre Sérgio Moro

Em recente palestra ministrada no Ceará, Ciro Gomes falou sobre o novo escândalo que veio a ser conhecido como #VazaJato protagonizado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ciro apontou para a possibilidade de interferência estrangeira no país e afirmou que a prática de Moro pode ser chamada de “formação de quadrilha”.

As nulidades espalhadas por Sérgio Moro

Ciro falou sobre os riscos para o combate à corrupção semeados por Sérgio Moro com sua postura.

“Moro sempre foi político. Essa é uma situação devastadora para o Brasil. Sairá na imprensa internacional que Sérgio Moro conversa com Deltan Dallagnol sobre o convite de Bolsonaro antes da eleição. Sem fazer juízo de valor sobre a condenação do Lula ser justa ou injusta, e é uma condenação fraca que vai pelo conjunto indiciário, o que não segue a escola brasileira, o Sérgio Moro passou dos limites e semeou nulidades. Tem 122 pessoas condenadas na Operação Lava Jato.

Entre elas, Geddel Vieira Lima, dos 51 milhões nas malas; está o Eduardo Cunha, que foi encontrado com dinheiro na Suíça; e Palocci, réu confesso por furtar milhões de reais. É uma tragédia o que acontece no Brasil! Torcer por esses justiçamentos pode fazer bem para o fígado, mas o que se semeou foram nulidades!”

Formação de quadrilha

Ciro se declarou consternado com a eventual manutenção de Sérgio Moro frente ao Ministério da Justiça, questionando a independência à qual a PF deve estar submetida, abalada pela continuidade do ex-juiz em sua posição.

“Não vejo como um homem como Moro possa continuar sendo Ministro da Justiça e Segurança Pública no Brasil. Nessa condição institucional, ele é chefe da Polícia Federal.

Quem investigará, se inquérito houver, como acho que tem que haver, os crimes de abuso de autoridade? O de prevaricação? O de formação de quadrilha? Afinal,o conchavo entre várias pessoas para produzir uma ilegalidade é formação de quadrilha. Quem investigará isso é a Polícia Federal. Sobre a chefia dele? Como fica isso?

Tenho certeza, pela minha experiência, de que quem fez isso foi o serviço de inteligência de algum país estrangeiro. Só não posso provar ainda, mas daqui a pouco ficará claro.”

A violência moral de Sérgio Moro

Concluiu Ciro em sua parte sobre o escândalo:

“Nenhum país sério no mundo aceitaria a violência moral que é um juiz condenando um político aceitar ser ministro de outro político beneficiado pela sentença do mesmo juiz.”

Assista ao vídeo completo:

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