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Mangabeira: o ensino no Brasil precisa parar de lutar contra seu povo

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No primeiro Ciro Games do ano, Ciro Gomes recebeu o professor e filósofo Roberto Mangabeira Unger. Entre os diversos assuntos tratados por Mangabeira destacou-se sua visão sobre a questão educacional no Brasil. Mais do que um problema de métodos e técnicas, sobre as quais o país teve avanços significativos nas últimas décadas, para o professor Mangabeira, o país precisa ressignificar sua própria filosofia educacional.

Para tanto, Mangabeira Unger defende três transformações fundamentais. Primeiro, a substituição do enciclopedismo raso por um ensino capacitador que previlegie as capacitações de análise e síntese. Depois, uma educação que se distancie do autoritarismo e individualismo e tenha sua base social sobre o trabalho em equipe e a cooperação. E, por último, seja uma educação dialética, que aborde toda a matérie de pontos de vista contrastantes e seja, portanto, verdadeiramente libertadora.

A filosofia educacional no Brasil, hoje enciclopedista, autoritária e individualista tem para Mangabeira um efeito trágico: luta contra seu próprio povo, atacando sua característica mais marcante, sua exuberância criativa. Nas palavras do professsor: “O Brasil é uma grande anarquia criadora e nós tradicionalmente produzimos o nosso sistema educacional como se fosse uma guerra contra os nossos pendores, contra nossa natureza. Quando, na verdade, deveríamos ter por objetivo transformar essa nossa anarquia inculta em flexibilidade preparada. Essa é a base intelectual, a base educacional de uma mudança na maneira de ser no Brasil.”