Juntos, Ciro, Marina, Dino e Molon respondem: Bolsonaro é a crise?

Acontece neste momento o evento digital #LivedoTrabalhador, reunindo ao lado de Ciro Gomes a ex-senadora Marina Silva, o governador maranhense Flávio Dino, o dep. federal Alessandro Molon, apoiados pelos líderes pedetistas Carlos Lupi e Antonio Neto.

Já em seu início, os participantes ofereceram um diagnóstico sobre a participação do presidente na crise. Bolsonaro é a crise? As respostas dos convidados deixaram entrever seu alinhamento quanto a isso: Bolsonaro é parte de um todo. Parte de uma crise que teve início antes, que se complica com a pandemia.

Para Marina, a crise tem um percurso maior do que o governo Bolsonaro. Ele, no entanto, é seu pior sintoma. Assim, não temos na figura do presente o condutor possível da crise.

Dino, por sua vez, vê em Bolsonaro a face mais terrível da crise, tendo em vista que o presidente adere a uma comunicação que catalisa sentimentos opostos – papel contrário ao que um governante deve fazer. Com isso, Bolsonaro se apresenta como eixo dinâmico de um retrocesso no Brasil, nas palavras do governador.

Ciro, em sua fala, fez questão de ratificar as opiniões anteriores. Acrescentou, ainda, a relação de Bolsonaro com a situação global. Para ele, a ausência de experiências que trouxessem um aprendizado político e participativo também é responsável pela emergência de figuras como Bolsonaro. Isso porque, havia uma promessa de bem-estar da democracia representativa e liberal que, especialmente para as novas gerações, não se cumpriu. Bolsonaro é um elemento de uma engrenagem que parece, afirma Ciro, querer tentar uma aventura para manter sua posição. Nesse sentido, devemos conter esse impulso do presidente.

Molon destacou, momentos antes de dificuldades na transmissão de sua fala, que o Brasil já enfrentava momento difícil antes da pandemia.

Lupi foi enfático ao categorizar Bolsonaro como sendo uma mentira para a sociedade, “um manipulado” e “profeta da ignorância”, segundo ele. Como destaca ele, entretanto, sua presença na presidência desperta uma pergunta necessária “onde nós erramos para que isso acontecesse?”

De modo geral, o alinhamento entre os convidados nessa questão inicial dá uma amostra de que, entre suas opiniões juntas, pode ser semeado um novo pensamento para o Brasil.