Ciro a Marina: “Brasil precisa gerar emprego investindo em construção civil”.

No terceiro bloco do debate presidencial da Band, cada candidato podia ser questionado por seus pares até duas vezes sobre tópicos de escolha do indagador. O clamor pela “novidade” e pela “mudança” foi bastante referenciado pelos candidatos e candidata, bem como a situação nacional envolvendo tópicos como “educação” e “corrupção”. Chegando à vez de Marina Silva, do REDE, perguntar, ela escolheu o pedetista Ciro Gomes.

Mencionou, então, as passagens de Ciro pelo Ministério da Integração Nacional e a dela pela Ministério do Meio Ambiente durante o governo Lula. Em sua fala, Marina criticou faltas do Executivo para com os cuidados durante a obra. Assim, a candidata deu à sua pergunta foco na lentidão com que certas obras acabam tocadas.

Ciro elogiou o trabalho de Marina à frente do Ministério, a quem chamou de uma ministra “absolutamente notável” e quem lhe deu um “trabalho infernal, em nome de uma boa causa, defendendo requisitos ambientais” enquanto se tocava o projeto da Transposição do Rio São Francisco.

Ciro comentou sobre a atuação interativa entre os Ministérios para dar procedência à Transposição e respondeu que não é possível fazer as coisas acontecerem sem ter cuidado com o futuro. “Inacreditavelmente”, a Transposição ainda não está completa hoje, denunciou Ciro, afirmando que esta é uma de 1300 obras paradas que ele começaria imediatamente desvencilhando questões relativas à burocracia.

“Há um compromisso solene ali”, afirmou o presidenciável, “visando a revitalização do São Francisco”. Ciro se apresentou como um dos que iniciou o Projeto e disse que “assim seria seu governo”: investindo na infraestrutura do país, sendo impossível se fazerem as coisas sem compromisso com o futuro.

Ciro se propôs a terminar obras inacabadas dentro dos padrões do Rio São Francisco. Marina, então, comentou sobre a revitalização do Rio São Francisco, que teria sido abandonada.

“A revitalização do São Francisco, fundamentalmente, é repor matas ciliares e fazer o saneamento básico”. Apresentando dados, Ciro explicou que, hoje, mais de 100 municípios daquela região estão sem saneamento.

Para dar mais justificativa ao investimento nas obras que estão paradas, afirmou que, hoje, o Brasil só tem como gerar empregos, sem importar insumos, e sem se preocupar com qualificação, que demora mais, investindo na construção civil e, ainda nessa linha, fazer saneamento e moradia popular, que são tarefas prioritárias, de seu ponto de vista.

 

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