Ciro Gomes e a retomada da esperança

O momento mundial não é fácil. Há décadas e décadas que a sociedade não enfrentava um inimigo tão silencioso e mortal como o coronavírus. Uma pandemia que já dizimou centenas de milhares de vidas, desfazendo laços e criando temor em todos.

Olhar para o Brasil é crescer o temor. Governado por uma súcia encabeçada por um presidente que promete um churrasco com os amigos enquanto o contador de vítimas se aproxima dos dez mil mortes, o país navega em águas turvas. Nisso tudo, onde encontrar esperança para seguir?

Em entrevista para Bruno Torturra no Estúdio Fluxo, Ciro Gomes deu pistas para a trilha que os brasileiros devem traçar para seguir acreditado. “É parada dura o momento, apenas quero dizer que isso tudo tem saída. (…) A gente precisa amadurecer como nação para tirar alguma coisa boa daí. Se a gente tirar, o Brasil tem saída. A gente tem base física, ela não vai embora. Minério, petróleo, terra agricultável, Sol, água, tudo está aí”, disse o vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

E a principal aposta para encontrar a saída, na avaliação de Ciro Gomes, deve ser no povo brasileiro. “Nós temos gente, 208 milhões de pessoas a quem se dando a oportunidade é capaz de qualquer coisa. Nossa universidade está desenvolvendo respiradores, a nossa estrutura de pesquisa, violentada como está, fazendo um esforço para vacina, remédio. Temos tudo. O nosso problema é político. Usar a inteligência, ao invés de usar paixão, ódio”, conclui.

Durante a entrevista, o ex-candidato à Presidência da República revelou que esses pensamentos e planos para retirar o Brasil da encalacrada atual estarão em seu novo livro. O título, que foi revelado em primeira mão na entrevista, será “Projeto Nacional: O Dever da Esperança” e a publicação será pela Editora Leya.

Este será o quarto livro publicado por Ciro, que conta com No País dos Conflitos (1994), fruto de uma longa entrevista concedida a um grupo de jornalista; O Próximo Passo – Uma Alternativa Prática ao Neoliberalismo (1995), em parceria com Roberto Mangabeira Unger, e Um Desafio Chamado Brasil (2002).