Ciro Gomes: “A emancipação do povo brasileiro é o meu compromisso”

A cada dia que se passa a necessidade de um novo projeto para o Brasil torna-se cada vez mais gritante. Não um projeto de poder, não um projeto de sequestro das instituições, mas um projeto de país e para o país. Um projeto nacional. Um Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Cada palavra que sintetiza a ideia do Projeto Nacional de desenvolvimento e são três as razões: o desenvolvimento do Brasil, a defesa da questão nacional e, acima de tudo, o objetivo final que é a emancipação do povo brasileiro.

Os pilares para a execução dessa ideia de um Brasil diferente estão no novo livro de Ciro Gomes. As ideias contidas em Projeto Nacional: o dever da esperança foram o foco da conversa, transmitida por Youtube, entre Ciro e a jornalista Mara Luquet. 

Por mais de 1h, Ciro explicou o Projeto Nacional de Desenvolvimento, ressaltando a ideia de olhar para o futuro aproveitando as experiências exitosas do passado, com uma ideia de desenvolvimento baseado em liberdade e função social da propriedade privada, a defesa da questão nacional em torno de um país altivo, que cresça com suas próprias pernas e possa produzir alta tecnologia para encarar de frente qualquer país na competição econômica, com o objetivo de emancipar seu povo com a superação da miséria.

“Um projeto nacional, para ser viável, tem que ser realista. (…) Um projeto como metodologia, como processo de construir um país que a gente sonha a partir da realidade que temos, comprometido com o desenvolvimento, que é fazer a economia brasileira voltar a crescer com a percepção de onde estamos no mundo. (…) Não é mais possível a gente fazer de conta que miséria vai ser resolvida com política social compensatória, por mais generosas que elas sejam”, definiu o pedetista.

E dentro desta ideia, o Estado cumpre um papel central. Um Estado forte na medida necessária, com suas contas sanadas e ciente de seus papel de coordenação entre poder público, meio acadêmico e científico e o setor produtivo em prol do desenvolvimento, em defesa do país. 

“É um papel que ou o Estado, pela sua liderança democraticamente constituída, coordena e lidera ou não há outro que tenha legitimidade para fazer. Coordenar significa identificar as potencialidades do país na iniciativa privada, seus leques de crises e oportunidades. Como é que nós vamos deixar o Brasil moderno e competitivo, aqui dentro e na projeção da economia para fora, com esse hiato tecnológico extremamente grave e profundo? Nunca aconteceu na história da humanidade, nenhum país atingiu sofisticação tecnológica pelo laissez-faire”, pontuou Ciro Gomes durante a conversa.

A partir desta coordenação, para elevar o país a um novo patamar a solução é “investir em gente”, proporcionando saúde, educação e empregos de qualidade, em linha com as melhores práticas internacionais. Uma verdadeira libertação, para além das reduções episódicas da miséria. “A emancipação do povo brasileiro é o meu compromisso. Não quero servir a dois senhores. Apenas quero fazer a emancipação do povo brasileiro dialogando com todas as forças porque considero que o mundo da produção, a empresa nacional brasileira é parceira potencial disso se nós encerrarmos a intoxicação com juros que foi introduzida no Brasil a partir do Plano Real. O juro substitui a inflação como mecanismo de ganhar dinheiro sem produzir, sem trabalhar”, concluiu Ciro Gomes

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