Ciro Gomes e a união do campo progressista

Esta semana, em entrevista Fernando Canzian e Fábio Zanini da TV Folha, Ciro Gomes analisou o cenário eleitoral de 2018 e a chamada “desunião das esquerdas”, em parte fruto da usina de intrigas produzida pela própria imprensa. Para Ciro, o erro estratégico do campo progressista está fundamentalmente em entender que o candidato da direita (PMDB/PSDB) já estaria derrotado de antemão, e que a disputa seria então pela hegemonia na centro-esquerda do processo.

Na avaliação do ex-ministro, nossa agenda de discussão deveria se centrar na grande tarefa que teremos pela frente: vencermos o processo eleitoral para interromper o itinerário de catástrofe e entreguismo que se abateu sobre o país nos últimos anos. Nas palavras de Ciro Gomes: “O que tá em discussão não parece ser aquilo que interessa mesmo: a sorte do Brasil e a possibilidade dessa agenda anti-povo, anti-pobre e anti-nacional ser legitimada por voto. É isso que deveria nos comover e deveria ser o grande cimento da nossa unidade.”

Como de costume, Ciro usou dados para explicar seu posicionamento: a entrega de nossas plataformas de infraestrutura para o capital estrangeiro (petróleo e produção de energia), os 60 milhões de brasileiros com nome negativado do SPC/SERASA, os 2 trilhões de reais que as empresas privadas brasileiras estão em débito e os 62 mil homicídios no país nos últimos 12 meses.

Esses são os interesses estratégicos que, processos eleitorais a parte, temos que ter em mente ao colocarmos os termos do debate. Pois, no que mais interessa, estamos do mesmo lado: o lado interesse nacional e das políticas sociais.
 

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