Em 2017, Ciro Gomes mobilizou a juventude brasileira

Durante um período de tantos retrocessos vividos no país, ainda tem sido comum ouvir quem comente sobre a “apatia do brasileiro, especialmente dos jovens”, que percorrerão caminhos mais difíceis como cidadãos após tantas oportunidades retiradas (de estudo, de trabalho e de crença na política, dentre várias outras). Mas, talvez devêssemos duvidar dessa aparente “apatia dos jovens”: se não os vemos nas ruas em manifestações, isso não quer dizer que não estejam buscando novos espaços de resistência ou novos debates e alternativas para o país

Apesar do que tenta silenciar a grande mídia (e, infelizmente, parte da mídia progressista do país), em 2017, Ciro Gomes conseguiu mobilizar de modo importante a juventude, e sua disposição em estar presente em debates e em dialogar tem sido valorizada pelo país afora. Somente nesse período, Ciro esteve em 43 universidades brasileiras (em algumas dessas, esteve mais de uma vez) das diversas regiões do país, a convite dos próprios estudantes na maioria das vezes.

Foram eventos organizados como mesas-redondas e palestras, nos quais foi possível expor uma visão de país e a necessidade de um projeto nacional novo (uma espécie de diagnóstico e também de prognóstico para a situação que o Estado vive hoje). A participação de Ciro envolveu também o diálogo direto com os jovens e todos os presentes, em perguntas sempre respondidas por ele. São eventos com cerca de 2h, em que Ciro expõe, argumenta, propõe e, como resultado, mobiliza os presentes em torno de suas ideias. Ao todo, podemos supor que foram no mínimo 8 horas de falas públicas por semana, algo que pouquíssimas lideranças políticas estão dispostas a fazer, principalmente hoje em dia, em que os discursos nas redes sociais não vão além de 2 minutos ou de vídeos previamente gravados e treinados pelos políticos.

A participação de Ciro e sua disposição em dialogar com os jovens

impressionam, isso foi marcante em 2017 e certamente renderá bons frutos neste ano. Auditórios lotados, filas para entrar, pessoas assistindo sentadas em escadas ou mesmo no chão foram cenas comuns ao longo desse tempo.

O que outras lideranças políticas veem como “um risco” ou um tipo de inserção que poderia expor seus defeitos e dificuldades para um público crítico, Ciro fez como parte necessária do percurso de alguém que realmente se dispõe a criar uma corrente de opinião no Brasil: falar e mobilizar a juventude brasileira.

Pela baixa representatividade da população no ensino superior, sabemos que ter estado presente no espaço universitário não basta para dizermos que Ciro tem mobilizado toda a juventude brasileira. Mas, fato é que muitas pessoas que não estiveram ao vivo nos eventos também acessaram os vídeos e registros de palestras com Ciro pela internet – os dados de buscas por políticos na internet mostram esse interesse crescente por ele.

A mobilização da juventude brasileira em torno dos eventos e das ideias de uma liderança política deve ser reconhecida. Ciro consegue isso porque dialoga com franqueza, paixão, indignação e esperança, a mesma vibração dos jovens brasileiros atualmente – sem apatia. Em outubro passado, quando esteve na inauguração do Memorial Luiz Carlos Prestes (RS), ao comentar o exemplo deixado pelo “Cavaleiro da Esperança”, Ciro deixou um importante questionamento: “E tu, jovem brasileiro de hoje, o que vai fazer para amanhã ser lembrado como Prestes?”

 

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