Meio ambiente

É comum mobilizar a sensibilidade ecológica das novas gerações para cercear o desenvolvimento de nações periféricas, por exemplo, com apelos pela diminuição das taxas de gases de efeito estufa em países que são, na verdade, pouco industrializados. De fato, o desenvolvimento econômico com seu correspondente aumento da produção de bens tende a estressar a exploração dos recursos naturais numa nação. Mas o desenvolvimento não precisa ser feito com a depredação do meio ambiente e, felizmente, hoje em dia muito tem se discutido sobre modos sustentáveis de crescimento. Esse é um debate que precisa ser feito de forma aberta, sem ocultar da população os custos, ambientais e econômicos, de cada escolha e sem ceder às interdições presentes no debate público atual sobre o tema.

Desenvolvimento e o meio ambiente

É comum mobilizar a sensibilidade ecológica das novas gerações para cercear o desenvolvimento de nações periféricas, por exemplo, com apelos pela diminuição das taxas de gases de efeito estufa em países que são, na verdade, pouco industrializados. De fato, o desenvolvimento econômico com seu correspondente aumento da produção de bens tende a estressar a exploração dos recursos naturais numa nação. Mas o desenvolvimento não precisa ser feito com a depredação do meio ambiente e, felizmente, hoje em dia muito tem se discutido sobre modos sustentáveis de crescimento. Esse é um debate que precisa ser feito de forma aberta, sem ocultar da população os custos, ambientais e econômicos, de cada escolha e sem ceder às interdições presentes no debate público atual sobre o tema.

O problema ambiental do Brasil

Países já desenvolvidos e com população estável, como os países europeus, podem dar-se ao luxo de deter a expansão de seus padrões de consumo e produção. No entanto, o Brasil não tem essa opção, pois não só continua sua expansão populacional como tem um nível baixo de consumo e produção, com grande parte de seu povo na pobreza. O caso brasileiro, portanto, não é o de optar entre o desenvolvimento ou a preservação ambiental, o que temos é que encontrar meios de compatibilizar essas duas escolhas, ambas necessárias. Há de se cobrar daqueles que lutam pelo meio ambiente no país a solução produtiva, e dos que lutam para produzir bens a adequação ecológica. A questão ambiental não pode ser conduzida por ONGs internacionais que só têm compromisso, ao menos expresso, com a preservação da natureza, nem pelo agronegócio, que só tem compromisso com a expansão da produção e da fronteira agrícola. Além disso, no Brasil temos o compromisso com a preservação do modo de vida de comunidades indígenas e quilombolas. Todas essas variáveis, com diferentes grupos de interesse, compõem um quadro complexo.

Dois problemas sensíveis

Pode-se dizer que os dois problemas brasileiros mais sensíveis na relação entre desenvolvimento e meio ambiente são os dos impactos ambientais da geração de energia e do desmatamento da Amazônia. A questão dos impactos ambientais de hidrelétricas já está superada, porque os últimos três grandes reservatórios que a hidrologia brasileira nos permitia realizar já foram criados (Santo Antônio, Jirau e Belo Monte). Daqui adiante, a discussão se concentrará no custo e potência de outras fontes de energia para suprir sua crescente demanda. No caso da Amazônia, estamos falando basicamente do desmatamento causado pela expansão da fronteira agrícola, mas também pela exploração ilegal de madeira e minérios.

Desenvolver e controlar o impacto

O Brasil é um país muito bem colocado e com um grande potencial para coordenar o desenvolvimento aliado à preservação ambiental. Ainda pouco povoado em relação a seu território e dono da maior reserva de água doce do mundo, tem também a matriz energética mais limpa. No entanto, uma vez que está encerrado o ciclo das grandes hidroelétricas, teremos que planejar como gerar energia daqui para a frente. Uma das possibilidades, a geração de energia eólica tem eficiência limitada e restrita a regiões com vento constante. Já a geração de energia solar ainda tem o desafio de ganhar eficiência econômica.
Ao contrário do que sugeriria um pensamento maniqueísta sobre a questão ambiental, um novo ciclo de desenvolvimento industrial pode ajudar a deter o desmatamento no país, pois, enquanto o Brasil continuar dependendo do aumento da exportação de produtos primários e de baixo valor agregado para sustentar seu padrão (já baixo) de consumo, a força da pressão para expansão da mineração e do agronegócio sobre a floresta será muito grande. Na verdade, para a região amazônica precisamos de ferramentas e iniciativas de desenvolvimento sustentável, como o zoneamento econômico ecológico, por exemplo. Sem alternativas econômicas para a Amazônia, não salvaremos a floresta.
Também é importante garantir o investimento na proteção da região amazônica, função a ser fortemente desempenhada pela defesa e pelo aparato militar brasileiro, com controle por satélite em tempo real que possa não só permitir o rápido combate a queimadas como o combate a ações de desmatamento ilegal. Isso é também fundamental para assegurar a posse desse território nacional, hoje em grande parte dominado por ONGs internacionais e continuamente cobiçado pelos países mais desenvolvidos.

Ciro e a combinação do desenvolvimento com ecologia

Formulador do bem-sucedido projeto de transposição do rio São Francisco, com sua consequente revitalização e criação do comitê de bacias, Ciro Gomes possui um longo histórico de preocupação com o tema, desde a criação da primeira comissão de meio ambiente no Ceará. Ciro tem compartilhado posicionamentos e opiniões para a conciliação entre a necessidade brasileira de crescer e nossa responsabilidade com o meio ambiente.

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