Ciro Gomes sobre Manuela D’Ávila: não vão conseguir calar essa voz!

Mais de 12 milhões de desempregados, 62 mil homicídios por ano, reformas anti-populares e privatizações de setores estratégicos. Nada disso, e nem outros graves problemas do país, pareceram intimidar a bancada de entrevistadores do último Roda Viva com Manuela D’Ávila, no especial presidenciáveis.

O debate se fundamentou na história política do século XX, com sucessivas retrospectivas sobre o regime stalinista e clichês sobre o comunismo e sua trajetória que, como bem lembrou Manuela, se assemelhavam mais a memes de internet do que a perguntas sérias. Ou ainda sobre temas relacionados exclusivamente a política interna de outros países.

Nos momentos em que a entrevista se encaminhava para questões contemporâneas, posteriores a queda do Muro de Berlim, tampouco Manuela D’Ávila era perguntada sobre seus projetos para o país, sendo suscetivamente questionada de forma impertinente se sua “candidatura era pra valer” ou quando “ia abandoná-la”.

O silenciamento da pré-candidata, que não pôde falar sobre o projeto de desenvolvimento que defende, não se deu apenas através da escolha do tema por parte dos entrevistadores, mas também nas diversas vezes que Manuela teve sua palavra cassada, sendo constantemente interrompida. Totalizando 62 interrupções, oito vezes mais que Ciro Gomes no mesmo programa, no qual salta aos olhos o machismo e o desrespeito da bancada que compunha a sabatina.

Ciro que, também tem sido alvo de debates desleais, apoiou Manuela nas redes sociais, postando “Toda solidariedade a minha querida amiga @manueladavila, uma das lideranças políticas mais extraordinárias desse país. Podem até tentar, mas não vão conseguir calar essa voz.”

Com a proximidade das eleições, esses e outros expedientes serão utilizados contra as candidaturas do campo progressista. É importante estarmos atentos a estas questões e cobrarmos da imprensa que cumpra o seu papel social: trazer, de forma digna, os debates importantes para o país.
 

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