Ciro e “guerra de despachos”: assusta magistrados agindo de forma que se coloque em dúvida sua isenção

Por intermédio de seu Facebook, Ciro Gomes publicou, neste domingo, 8 de julho de 2018, nota sobre o episódio que acompanhamos sobre a ordem de soltura do ex-presidente Lula, que, num intervalo de algumas horas, foi decretada pelo desembargador federal do TRF-4, Rogério Favreto; questionada pelo juiz de primeira instância, Sérgio Fernando Moro, que está de férias; não acatada pela PF de Curitiba; revogada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto; fez com que se acionasse a presidenta do STF, Carmen Lúcia, para tomar uma posição que resolvesse a crise (que se isentou de tomar uma posição clara, deixando às instâncias inferiores o papel de resolver o imbróglio); reiterada por Favreto com ordem de soltar o ex-presidente em até 1 hora depois do despacho; descumprida pela PF novamente; e derrubada mais uma vez, então pelo presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, para que tudo ficasse como está.

Em meio a isso tudo, o desembargador Favreto teve seu telefone de contato divulgado por seus opositores em redes sociais como forma de ser pressionado e perseguido pela decisão tomada e a imprensa nacional o tratou como um mero “plantonista” e militante petista por vinte anos.

O ex-presidente Lula segue preso. O incidente gerou ainda mais instabilidades para o país e escancarou uma realidade na qual uma instância não respeita a outra, bem como incertezas acerca da situação do judiciário nacional.

Não é de hoje que Ciro denuncia atropelamentos do poder judiciário. Em sua nota, alerta para o perigo de que a falta de tato com a situação introduza à crise brasileira os piores elementos possíveis para a situação: o autoritarismo e o fascismo.

A nota de Ciro Gomes pode ser lida e acessada abaixo:

Há muito tempo venho denunciando que o Brasil vive uma grave crise institucional que coloca em risco o Estado…

Posted by Ciro Gomes on Sunday, julio 8, 2018

 

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