Ciro Gomes e “auto entrevista” de William Bonner no Jornal Nacional

Nos 27 minutos e 45 segundos de entrevista no Jornal Nacional, mais de 12 minutos foram para os jornalistas, o que fez com que Ciro Gomes tivesse que batalhar pelo direito de usar a palavra. Predominaram algumas frases contextualizadas de Ciro, com as quais os entrevistadores tentaram colar à imagem do candidato, que tem 38 anos de vida pública limpa. Ciro reafirmou seu compromisso não apenas com o combate à corrupção como também com a restauração da ordem institucional do país e com a coibição de abusos e ilegalidades do judiciário.

Para falar sobre a proposta de tirar o nome dos brasileiros do SPC, apelidado na internet de SPCiro, William Bonner e Renata Vasconcellos iniciaram uma minuciosa análise de termos usados por Ciro numa rápida declaração de debate. Mas o candidato defendeu a necessidade e a viabilidade dessa importante medida apresentando, em primeira mão, uma cartilha com maiores detalhes sobre esse programa. Para Ciro, “limpar o nome” dos brasileiros representa o resgate da dignidade de milhões de pessoas e, sobretudo, colocar para girar um mecanismo central da economia: a capacidade de consumo das famílias.

Com relação às alianças políticas e o alinhamento ideológico, Ciro Gomes destacou que seu programa visa unir o Brasil que trabalha com o Brasil que produz e encerrar a confrontação odienta entre coxinhas e mortadelas se opondo ao eterno enfrentamento da política paulista entre PT e PSDB (base atual do governo Temer).

Sem se deixar intimidar, Ciro foi assertivo e propositivo nos 15 minutos de entrevista que lhe sobraram, desenhando seu compromisso com a agenda imediata da população, a geração de empregos, e seu plano de metas, o projeto nacional de desenvolvimento. E deu um recado ao cinismo representado pela negação da política: “Não foi feito por que eu ainda não fui presidente.”

 

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