Kátia Abreu defende: decisão sobre defensivos e agrotóxicos deve ficar com Anvisa

A senadora Kátia Abreu, candidata à vice-presidência na chapa pedetista com Ciro Gomes, concedeu entrevista ao vivo na noite de ontem ao canal Globo News.

Ao longo da entrevista, Kátia enfrentou o modo incisivo dos entrevistadores e desfez várias percepções erradas que se tem sobre ela. Ao falar sobre o projeto 6299, que dispõe sobre a pesquisa, produção, comercialização e fiscalização dos agrotóxicos, a candidata explicitou posição sobre um dos pontos do projeto, que propõe serem atribuição do Ministério da Agricultura decisões e aprovações de defensivos e agrotóxicos que hoje são feitas pela Anvisa (instância de caráter técnico).

Para ela, as decisões sobre defensivos e agrotóxicos devem continuar a ser da Anvisa:“Quando estava como ministra da Agricultura, eu chamei todas as entidades de representação e disse ‘não façam isso’. Porque, por mais idôneo que o Ministério da Agricultura seja, as pessoas lá fora não vão acreditar. Vão dizer o seguinte: é a raposa cuidando do galinheiro. Então, pra que passar pro Ministério da Agricultura e provocar uma desconfiança nacional e internacional com os nossos produtos?”

Em sua ponderação, Kátia Abreu considerou que as análises sobre defensivos e agrotóxicos se relacionam ao âmbito da saúde. “Na Europa, que é um dos lugares mais rígidos do mundo, é o ministério da Saúde que cuida disso. É a Anvisa. Nas vezes que eu fui como ministra ou presidente da CNA na Europa negociar a abertura de mercados, eu não negociei nenhum dia com o ministro da Agricultura, foi com o ministro da Saúde. Então eu não sou a favor de tirar de onde está. Melhor dizer que eu sou contra ir para o Ministério da Agricultura”.

Os trabalhos de análise e aprovação na Anvisa, no entanto, merecem atenção. Segundo a senadora, a burocracia da agência e o atraso nas decisões podem estar sendo responsáveis inclusive pela não aprovação de substâncias que seriam menos tóxicas. “A Anvisa, que é o órgão correto de estar hoje, não pode continuar como está. Porque não é a burocracia e a demora que vão dar segurança ao povo. Porque na Anvisa tem moléculas muito melhores e menos nocivas e que por dez anos a Anvisa não aprova”.

Ainda sobre o tema, Kátia mencionou que a Embrapa tem feito um trabalho bastante positivo, por exemplo, no desenvolvimento de defensivos biológicos.
 

 

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