Ciro Gomes “é oligarca”?

NÃO. A família Ferreira Gomes é, sim, um dos principais grupos políticos de Sobral, no norte do Ceará, mas suas características fogem daquelas usadas para descrever as elites mais tradicionais da região.

O bisavô de Ciro Gomes foi o primeiro intendente da cidade, em 1890; seu avô, foi vereador e deputado; o pai, prefeito do município no final dos anos 70. Essa intermitente participação na vida política sobralense deu à família a pecha do coronelismo oligárquico — ressaltada pelas eleições de Ciro, Cid e Ivo Gomes para diferentes cargos políticos de Sobral e do Ceará.

Entenda o contexto que originou a mentira:

Em 2007, a Revista Piauí publicou um perfil sobre o poder dos Ferreira Gomes no Estado. Na matéria, o conceito de oligarquia aparece como o de “regime político em que o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes à mesma classe ou família” (a autora da matéria revelou ter retirado a afirmação do dicionário Houaiss).

Essa definição, no entanto, despreza as peculiaridades dos Estados periféricos do Brasil, nos quais o poderio oligárquico não se limita apenas ao pertencimento a um grupo, mas sim à hegemonia econômica (geralmente ligada à posse de terras) e midiática (através da concessão de rádios e TVs). É bom lembrar, nesse sentido, que os Ferreira Gomes não possuem tais atributos: eles não têm empresas e o poder midiático cearense pertence totalmente a grupos opositores à família. O poder deles se esgota, portanto, na política em si.

Conteúdo cedido à plataforma por: https://medium.com/chicocougo/

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